domingo, 17 de junho de 2012

8º Jeito: Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento


        Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os objetivos levantados para atingir esta meta levam em conta uma série de fatores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento em qualquer sentido que seja da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para grandes países e empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.

Metas:

- Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório;
- Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos;
- Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento;
- Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo;
- Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo;
- Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento; em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações.

Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores:
- Programas de apoio à formação e capacitação técnica profissional dos jovens menos favorecidos, visando sua inclusão no mercado de trabalho, que podem ser desenvolvidos nas empresas, associações e comunidade;
- Mobilização de voluntários para criarem situações de aprendizagem e gestão em suas áreas de formação;
- Apoio a programas de geração de novas oportunidades de absorção e recrutamento de jovens nas pequenas e médias empresas;
- Apoio a programas de parceiras para a inclusão digital da população menos favorecida;
- Programas de formação e disseminação das novas tecnologias, em especial, da informação, que promovam também a inclusão de portadores de deficiência;
- Doações de equipamentos novos ou usados a escolas, bibliotecas, instituições voltadas ao atendimento a menores e jovens carentes;
- Estímulo a programas que contemplem o empreendedorismo e auto-sustentação;
- Ações que promovam a inserção das comunidades carentes na cadeia produtiva, através de financiamento direto de suas atividades, com a disponibilização alternativa da política de microcrédito.

SUGESTÕES DE AÇÕES:

  • Escolher temas de interesse comum e promover encontros entre escola e comunidade e organizações sociais – é fundamental continuar aprendendo coisas novas sempre.
  • Organizar o grêmio da escola que pode desenvolver vários cursos como inclusão digital e geração de renda.
  • Divulgar o que já está sendo feito pela comunidade, no jornal da escola, do condomínio ou do bairro– nada melhor do que compartilhar experiências.
  • Convidar amigos, vizinhos, empresas e instituições a participarem. Enquanto o seu grupo faz uma ação, muitos outros também estão fazendo a sua parte. O sucesso de um projeto de voluntariado depende das pessoas envolvidas e das parcerias realizadas.
  • Não votar em candidatos que ofereçam, em troca de votos, favores como emprego, dinheiro, cestas básicas, consultas médicas etc.
  • Fiscalizar a atuação dos políticos, exigindo que eles cumpram as promessas de campanha.
  • Exercer o dever de cidadão, participando ativamente do planejamento da cidade – por meio do Orçamento Participativo, do Plano Diretor ou dos Conselhos Municipais.
  • Participar de discussões e projetos em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), incentivando o engajamento de outras pessoas, organizações e empresas.
  • Formar parcerias com setor público, empresas, associações e conselhos, a fim de resolver os problemas mais relevantes do bairro.
  • Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso a medicamentos seguros e a preços acessíveis.
  • Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso à Internet e a outros meios de comunicação, além de se disponibilizar para projetos de inclusão digital voltados para jovens em situação de desvantagem social.
  • Promover ações voluntárias na comunidade, contribuindo para o desenvolvimento urbano e para o alcance dos Objetivos do Milênio.


Postado por: Esther e Camila Trajano



terça-feira, 12 de junho de 2012

7º jeito: Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente


          Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o mesmo número de pessoas ganharam acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos naturais que compõem o nosso meio ambiente florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade e de cuja proteção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva em grande escala, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno.



METAS:

- Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
- Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura;
- Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.

Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores:

- Apoio a iniciativas na implementação de práticas ambientais sustentáveis e responsáveis, através da conscientização e disseminação das informações nas escolas, comunidades, empresas; 
- Programas de mobilização coletiva para estímulo à reciclagem e reutilização de materiais; 
- Ações de Voluntariado na comunidade com vistas à educação e sensibilização da população, com interferência direta nas associações e órgão representativos, escolas, parques, reservas, etc.; 
- Suporte a projetos de pesquisa e formação na área ambiental; 
- Promoção de concursos internos ou locais que estimulem o debate e a conscientização individual sobre o meio ambiente e a importância da colaboração de cada um; 
- Desenvolvimento de programas parceiros no tratamento de resíduos procurando reverter o resultado em benefício de comunidades carentes; 
- Promoção de "econegócios" (negócios sustentáveis), que preservam gerando ocupação e renda e melhorando a qualidade de vida das populações.  

Percentual de domicílios com acesso a água ligada à rede e esgoto sanitário adequado - 1991-2010
Percentual de domicílios com acesso a água ligada à rede e esgoto sanitário adequado em Eunápolis, BA


SUGESTÕES DE AÇÕES:


  • Fazer campanhas de uso racional de água e energia.

  • Plantar árvores nas ruas é muito importante, porém é preciso pedir licença à prefeitura e aos moradores.
  • Implementar a coleta seletiva nas escolas, no condomínio ou no bairro e divulgar o benefício de produtos biodegradáveis ou recicláveis.

  • Realizar mutirões de limpeza e rearborização de praças, rios e lagos.
  • Contribuir com a limpeza da cidade, praticando ações simples como não acumular lixo em casa, ruas, terrenos, praias, rios e mares. Não jogar lixo pela janela.

  • Não fumar em ambientes públicos fechados.

  • Utilizar a água que sobrou da chaleira, do cozimento de ovos e da lavagem de vegetais para aguar plantas. Armazenar água da chuva, em recipientes fechados, para lavar carros e calçadas, economizando água – recurso natural limitado – nas ações cotidianas.

  • Diminuir o uso de energia elétrica entre 6 e 9 horas da noite. Desligar aparelhos que não estão sendo usados, economizando e evitando a falta de energia elétrica.

  • Economizar papel. Imprimir apenas documentos importantes e procurar usar os dois lados da folha. O verso de uma folha pode ser usado como rascunho, bloco de recados ou para os desenhos das crianças.

  • Participar de ações de preservação e defesa de mangues, rios e mares.

  • Participar de projetos sociais para construção de cisternas e casas com esgotamento sanitário para famílias de baixa renda, em áreas urbanas ou rurais.

  • Incentivar o uso de sacolas reutilizáveis para compras.

  • Incentivar o uso de produtos feitos com material reciclado.

       A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.  
       O país reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. Acesso à água potável deve ser universalizado, mas a meta de melhorar condições de moradia e saneamento básico ainda depende dos investimentos a serem realizados e das prioridades adotadas pelo país. O ODM 7 é considerado por muitos como um dos mais complexos para o país, principalmente na questão de acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.


Postado por: Hellen Martins

quarta-feira, 6 de junho de 2012

6º Jeito: Combater a AIDS, Malária e outras doenças


      Epidemias mortais vêm destruindo gerações e acabando com qualquer possibilidade de desenvolvimento em muitos lugares do planeta. Em todo o mundo, cerca de 39 milhões de pessoas são portadoras do vírus da AIDS. Por outro lado, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda demonstra que a expansão do HIV pode ser detida
     O sexto objetivo exige que até 2015 os países consigam reduzir o crescimento de casos de AIDS e a incidência de outras doenças graves, como a malária, a tuberculose, a hanseníase e a dengue. Pelo menos em relação à AIDS, a mais preocupante de todas essas enfermidades, o Brasil tem um longo caminho pela frente e pode não conseguir cumprir a meta. O número de pessoas identificadas com AIDS cresceu sem parar até 1998, quando atingiu a taxa de 20 casos para cada 100 mil habitantes. Na Região Sudeste, desde 1998 os casos vêm diminuindo, mas aumentaram nas demais regiões, principalmente no Sul do país.


Número de casos de AIDS registrado por ano de diagnóstico, segundo gênero - 1990-2010
Número de casos de AIDS registrado por ano de diagnóstico,dados de Eunápolis-BA


META:

Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e garantido o acesso universal ao tratamento. Deter a incidência da malária, da tuberculose e eliminar a hanseníase

SUGESTÕES DE AÇÕES:

  • Fazer visitas domiciliares para mostrar os locais que podem favorecer a dengue, principalmente no verão, época de epidemias de dengue.

  • Incentivar a população a participar das campanhas de vacinação.
  • Fazer campanhas de informação, mobilização e prevenção à Aids e de outras doenças epidêmicas.
  • Divulgar informações sobre todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), na comunidade. Orientar sobre sintomas e busca de tratamento médico.
  • Fazer levantamento sobre os serviços disponíveis – remédios, postos de saúde, centros de atendimento.
  • Cuidar de nossa higiene, e incentivar e orientar que outros façam o mesmo.
  • Usar preservativo, exigir sangue testado e não compartilhar seringas e agulhas, prevenindo-se do HIV.
  • Procurar um posto de saúde ao identificar manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormentes na pele. Hanseníase tem cura.
  • Doar sangue periodicamente aos hemocentros e estimular que outras pessoas o façam.
  • Não deixar acumular água em plantas, vasos, calhas, pneus, vidros e outros recipientes, evitando que surjam focos do mosquito transmissor da dengue em casa, na rua, no bairro.
  • Encaminhar as pessoas com febre e tosse persistentes ao serviço de saúde, além de orientar os portadores de tuberculose para que façam o tratamento completo – mesmo que não apresentem mais os sintomas da doença.
  • Sensibilizar familiares e amigos a não estimularem o consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir o alcoolismo e suas conseqüências.
  • Identificar, na família e na comunidade, pessoas que fazem uso abusivo de álcool, encaminhando-as aos serviços de saúde para tratamento médico e apoio psicossocial.
  • Incentivar o debate entre a universidade, as escolas e a comunidade para atingir mais amplamente esse objetivo.
DOENÇAS:

  • HIV/ AIDS
         - Grávidas portadoras do HIV têm 25% de chances de transmitir o vírus para seus bebês durante a gestação ou no momento do parto. Mas o contágio pode ser evitado se a mãe fizer um bom acompanhamento pré-natal
          - Ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter AIDS. Depois de ser contaminada pelo vírus, uma pessoa pode passar anos — até mesmo a vida inteira — sem desenvolver a doença. Quanto mais cedo ela fizer o teste e iniciar o tratamento, mais chances de sobrevida terá.
         - De 1980 a 2004 foram notificados 360 mil casos de AIDS no Brasil. Mas estima-se que atualmente 600 mil pessoas vivam com AIDS ou sejam portadoras do vírus HIV. A AIDS é uma das doenças com mais alto nível de sub-registro em todo o mundo. Isso porque as pessoas têm muito medo de fazer o teste e receber um resultado positivo para a infecção.

  • TUBERCULOSE
         - A cada ano, 80 mil pessoas adquirem a tuberculose
       - O risco de morte por tuberculose é maior para negros e pardos, em comparação com a população branca.
        - A doença mata 1,7 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.
        - A tuberculose pulmonar é a variação mais comum da doença, e também a que mais faz vítimas fatais. Se não tratado corretamente, um paciente pode infectar até quinze pessoas em um ano.

  • MALÁRIA
       - De 1990 até hoje caiu bastante o número de pessoas com malária, mas o fluxo foi irregular: houve vários períodos de aumento da doença, como em 1999 e em 2004, particularmente nas regiões metropolitanas de Manaus e Porto Velho, capitais do Amazonas e de Rondônia, respectivamente.
       - Apesar da queda geral, cresceu de 18% para 22% a proporção de casos graves de malária, causados pelo Plasmodium falciparum. Essa variação da doença é a que mais mata.
         - A Região Amazônica concentra 99% dos casos da doença atualmente

  • HANSENÍASE
        - Para cada 10 mil brasileiros, há 1,7 com hanseníase. Parece pouco, mas deveria haver menos ainda. A taxa está acima da que é tida como razoável pela Organização Mundial de Saúde. Para que seja considerada erradicada, é preciso que exista, no máximo, um novo caso para cada 10 mil habitantes por ano.
         - A maioria dos casos ocorre na Amazônia.
         - Alguns especialistas acreditam que há um exagero na medição dos casos de hanseníase no Brasil. Isso ocorreria, segundo eles, devido a falhas na rotina de atualização dos dados referentes à alta dos pacientes nos hospitais.

  • DENGUE
           - 1976 é tido como o ano da “reintrodução” da dengue no Brasil, depois de um longo tempo em que foi considerada erradicada por aqui. Naquele ano, cerca de 84 mil pessoas foram diagnosticadas com dengue. A doença virou notícia na década de 1990: cresceu sem parar até 1998, quando foram registrados cerca de 528 mil casos. E foram 794 mil casos em 2002.
           - Entre 50 e 100 milhões de pessoas pegam dengue por ano.
           - Aproximadamente 20 mil morrem em conseqüência da dengue
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Postado por: Camila Trajano



terça-feira, 5 de junho de 2012

5º jeito: Melhorar a saúde das gestantes


Foi registrada, no Brasil, uma redução na mortalidade materna, desde 1990, de praticamente 50%. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos. O relatório explica que a melhora na investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade), que permite maior registro dos óbitos maternos, possivelmente contribuiu para a estabilidade da RMM observada nos últimos anos da série.

META : 


Reduzir em três quartos, até 2015, a taxa de mortalidade materna. Deter o crescimento da mortalidade por câncer de mama e de colo de útero.
Taxa de mortalidade materna (a cada 100 mil nascidos vivos) - 1997-2010
SUGESTÕES DE AÇÕES:

  • Fazer campanhas sobre:

          -Planejamento familiar.

          -Prevenção do câncer de mama e de colo de útero.
          -Gravidez de risco.
          -A importância do exame pré-natal.
          -Nutrição da mãe e aleitamento materno.


  • Não se automedicar e não receitar remédios para gestantes.
  • Propiciar um ambiente agradável, afetivo e pacífico às gestantes em casa, no trabalho, no dia a dia, dando prioridade a elas, cedendo a vez em filas, auxiliando-as em seu deslocamento e no carregamento de pacotes.
  • Presentear uma grávida em situação de desvantagem social com um enxoval para seu bebê.
  • Acompanhar uma gestante, garantindo a realização do pré-natal, oferecendo transporte para as consultas e facilitando a aquisição de medicamentos, quando necessário.
  • Divulgar informações sobre saúde para gestantes e articular palestras em Postos de Saúde, Centros Comunitários e instituições como a Pastoral da Criança.
  • Participar de iniciativas comunitárias voltadas para a melhoria da saúde materna e o atendimento à gestante (pré-natal e pós-parto).
  • Incentivar o debate entre a universidade, a escola e a comunidade.
  • Reunir mulheres grávidas para troca de experiências.
  • Incentivar a educação para gestantes.

Postado por: Eliandra Assis e Isabelle Almeida

sexta-feira, 1 de junho de 2012

4º Jeito: Reduzir a mortalidade infantil


         A mortalidade de crianças com menos de um ano foi de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19 em 2008. Até 2015, a meta é reduzir esse número para 17,9 óbitos por mil. A expectativa é de que esse objetivo seja cumprido ainda antes do prazo, mas a desigualdade ainda é grande: crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer do que as ricas, e as nascidas de mães negras e indígenas têm maior taxa de mortalidade. Por região, o Nordeste apresentou a maior queda nas mortes de zero a cinco anos.
        Todos os anos 11 milhões de bebês morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões.Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas dirigidos não só às crianças mas a suas famílias e comunidades também.

Metas:

  • Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

 Taxa de mortalidade de menores de 5 anos de idade a cada mil nascidos vivos.Dados de Eunápolis- BA.

Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores:

  • Apoio a programas de acesso à água potável para populações carentes, principal causador das doenças infecciosas infantis; 
  • Promoção de campanhas de conscientização no combate a Aids, visando a prevenção de crianças portadoras do vírus; 
  • Suporte a programas de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras doenças infecciosas, a medicamentos específicos; 
  •  Programas educacionais, em comunidades carentes, de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento materno e nutrição infantil.

Percentual de crianças menores de 1 ano com vacinação em dia - 2000-2011
Percentual de crianças menores de 1 ano com vacinação em dia

SUGESTÕES DE AÇÕES: 
Fazer campanhas para mostrar:

  1. Como as vacinas protegem o bebê;
  2. Como a higiene pode evitar algumas doenças;
  3. Nutrição adequada para o bebê;
  4. Importância do aleitamento materno.



Postado por: Lais Mota

3º jeito: Igualdade entre sexos e valorização da mulher


           As mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocu-pam os piores postos. Em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economica-mente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, essas proporções eram de 57,6% e 80,5%. A participação nas esferas de decisão ainda é pequena. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.
           Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino em todos os níveis de ensino, no mais tardar até 2015.

SUGESTÕES DE AÇÕES:
  • Visitar a câmara municipal, entrevistar as vereadoras e conhecer suas propostas para ajudar as mulheres de sua cidade.
  • Divulgar que existem, nas grandes cidades, centros de atendimento para mulheres, onde elas podem denunciar a violência e ter um acompanhamento físico e psicológico.
  • Identificar e divulgar novas oportunidades de trabalho para mulheres.
  • Incentivar ações que estimulem as mulheres a buscar alternativas de geração de renda.
  • Educar filhos e filhas para que eles realizem, com igualdade, o trabalho do dia a dia em casa.
  • Não reproduzir expressões como “isso é coisa de mulher”, que sejam contra a dignidade da mulher ou que a coloquem em situação de inferioridade.
  • Denunciar casos de violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes pelo telefone gratuito 0800 99 0500 ou procurar o Conselho Tutelar da cidade. Nos casos de agressão física e de violência sexual contra mulheres, ligar para o telefone gratuito do Disque Denúncia da Polícia Civil.
  • Não empregar crianças, para não prejudicar seu desenvolvimento ou comprometer sua infância, e denunciar os casos conhecidos de trabalho infantil para a Delegacia Regional do Trabalho.
  • Não valorizar e não comprar produtos que explorem o corpo da mulher em sua comercialização, exigindo o cumprimento da regulamentação publicitária e fortalecendo o senso critico da sociedade.
  • Atuar em atividades em prol da melhoria da auto-estima das mulheres, promovendo a valorização e o respeito em todas as fases do seu ciclo de vida (infância, adolescência, gravidez, maternidade, velhice).
  • Encorajar as jovens para que busquem seu desenvolvimento socioeconômico, por meio da educação e do trabalho.
  • Incentivar adolescentes mães a retomarem seu projeto de vida, combatendo qualquer situação que dificulte seu acesso às escolas públicas.
Percentual do rendimento feminino em relação ao masculino segundo ocupação formal e escolarização - 2010 Dados de Eunápolis - BA


EXEMPLOS DE POSSÍVEIS AÇÕES EMPRESARIAIS E ASSOCIATIVAS COM O PODER PÚBLICO, ONGS, GRUPOS REPRESENTATIVOS LOCAIS E FORNECEDORES:


  • Implantação de programas de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; 
  • Criação de oportunidades de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas masculinas; 
  • Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas de diversidade; -
  • Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a auto-sustentação.



Postado por: Maritsa Fonseca

quarta-feira, 23 de maio de 2012

2º Jeito: Educação básica de qualidade para todos

Os dados do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM são de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental.
Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões norte e nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.
Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico.



SUGESTÕES DE AÇÕES:

  • Falar com os diretores das escolas e se oferecer como voluntário, pois com certeza saberão aproveitar sua disponibilidade.
  • Identificar os alunos que estão faltando muito às aulas e incentivá-los a voltar a freqüentar a escola.
  • Mostrar que atividades recreativas e esportivas também são educativas. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesses momentos.
  • Organizar ou participar de campanhas de doação de livros e de materiais didáticos para instituições e bibliotecas.
  • Fazer e manter uma biblioteca alegre e acolhedora, e mostrar que a leitura é um prazer.
  • Acolher e respeitar os alunos especiais, além de denunciar professores e escolas que não promovam a inclusão dos portadores de deficiências.
  • Identificar crianças fora da escola e encaminhá-las para o ensino, além de denunciar o fato ao Conselho Tutelar da cidade.
  • Fazer o acompanhamento de uma criança incentivando-a e monitorando seu desempenho.
  • Participar do Conselho Escolar e acompanhar o desempenho da escola.
  • Organizar aulas de reforço escolar para estudantes com dificuldades de aprendizagem.
  • Fazer um levantamento dos analfabetos em seu bairro e incentivá-los a freqüentar um curso de alfabetização.
  • Incentivar a criação e o trabalho voluntário em creches para crianças de 0 a 4 anos.


A Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu, em 2000, estabelecer oito Objetivos do Milênio (ODM). O segundo deles é “educação básica e de qualidade para todos”. Todos têm direito a educação de qualidade. Entretanto, não é bem isso o que acontece, pois muitas pessoas não chegam a completar o ciclo básico.O Brasil é o sétimo país no mundo em número de analfabetos, sendo que 18 milhões destes nunca passaram pela escola. Em uma tentativa de conter o analfabetismo, seguem algumas das sugestões de ações: identificar crianças fora da escola e encaminhá-las para o ensino, além de denunciar o fato ao Conselho Tutelar da cidade, fazer um levantamento de analfabetos em seu bairro e incentivá-los a freqüentar um curso de alfabetização




Postado por: Aryelle